Teresópolis RJ

População: 184.240 hab. (2020) - Aniversário: 06.07 - Emancipação: 06.07.1891 - IBGE Cidades - Wikipédia

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A Mãe dos Brasileiros

Teresópolis conseguiu a proeza de ser emancipada com o nome da "Mãe dos Brasileiros" Teresa Cristina Maria Josefa Gaspar Baltasar Melchior Januária Rosalía Lúcia Francisca de Assis Isabel Francisca de Pádua Donata Bonosa Andréia de Avelino Rita Liutgarda Gertrude Venância Tadea Spiridione Roca Matilde de Bourbon-Duas Sicílias, imperatriz do Brasil. Proeza porque a república promoveu um grande reset, apagando tudo que lembrasse o Império, expulsando a Família Real e saqueando seus bens pessoais, o que muito me envergonha. Conseguiu isso dois anos após a proclamação, quando o município foi emancipado, trocando o nome de Santo Antônio do Paquequer por "Therezópolis".

Vale lembrar que o reset aconteceu no Brasil inteiro, inclusive em Petrópolis onde os nomes da Família Real foram banidos e substituídos por nomes republicanos. Teresópolis assim, tornou-se a única e legítima herdeira do sentimento imperial que os republicanos jamais apagaram do coração das pessoas de bem desse País. E isso tem explicação muito simples: enquanto a Família Imperial foi educada para governar, por amor à Nação, na república o amor dos governantes era por algo bem diferente, que a história e os escândalos estão revelando mais e mais a cada dia. Enquanto D. Teresa Christina era alcunhada carinhosamente pelo povo como a "Mãe dos Brasileiros", os republicanos são alcunhados com expressões bem diferentes que todos nós conhecemos.

A imperatriz não resistiu às traições que foi vítima a Família Real, o saque do novo estado aos seus bens pessoais e a crueldade com que foram tratados após 48 anos de amor e dedicação ao Brasil. Faleceu no Porto, em Portugal, pouco mais de um mês da expulsão do Brasil. Teresa Cristina saiu do Brasil no dia 17 de novembro de 1889 e chegou em Lisboa no dia 7 de dezembro. Vou incluir aqui o relato da Wikipédia sobre o triste fim da imperatriz.

"Não morro de doença. Morro de dor e de desgosto"

"A família imperial recebeu a 24 de dezembro a notícia oficial que haviam sido banidos para sempre do Brasil. Até aquele momento, fora pedido que eles partissem sem nenhuma indicação sobre quanto tempo teriam que ficar longe. A "notícia aniquilou a vontade de viver de D. Teresa Cristina". Pedro escreveu no seu diário, do dia 28 de dezembro: "Ouvindo a Imperatriz queixar-se fui ver o que era, está com frio e dor nas costas; mas não tem febre". Assim, o imperador saiu para passear pela cidade e visitar a biblioteca. A respiração de Teresa Cristina ficou cada vez mais pesada enquanto o dia passava e uma falha no seu sistema respiratório levou a uma paragem cardiorrespiratória às 14h daquele mesmo dia.

Em seu leito de morte, ela disse a Maria Isabel de Andrade Pinto, Baronesa de Japurá e cunhada de Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré: "Maria Isabel, não morro de doença. Morro de dor e de desgosto", as suas últimas palavras foram: "Sinto a ausência das minhas filhas e de meus netos. Não posso abençoar pela última vez o Brasil, terra linda ... não posso lá voltar".

As ruas do Porto encheram-se de pessoas que se reuniram para assistir a procissão fúnebre. O corpo de Teresa Cristina foi levado até a Igreja de São Vicente de Fora, perto de Lisboa e foi sepultada no Panteão dos Braganças, de acordo com o um pedido de Pedro. Ele morreu dois anos depois e foi enterrado a seu lado. Os restos mortais do casal foram posteriormente repatriados para o Brasil em 1921, sendo recebidos com grande pompa, e missas realizadas em memória dos imperadores. O imperador e a imperatriz foram sepultados na Catedral de S. Pedro de Alcântara, em Petrópolis, numa cerimônia em 1939, que teve a presença do ditador Getúlio Vargas.

"A ela chamaram de Mãe dos Brasileiros, e nós todos realmente lhe atribuímos uma espécie de veneração filial. Essa é a verdade".

As notícias de sua morte produziram um luto sincero no Brasil. O poeta e jornalista brasileiro Artur de Azevedo escreveu após sua morte sobre a visão geral tida sobre Teresa Cristina: "Eu nunca conversei com ela, porém sempre que passei ao seu lado respeitosamente tirei meu chapéu e me curvei, não para a Imperatriz, mas sim para a doce e honesta figura de uma burguesa pobre e quase humilde. Vi vários republicanos extremistas fazendo o mesmo". Ele continuou: "A ela chamaram de Mãe dos Brasileiros, e nós todos realmente lhe atribuímos uma espécie de veneração filial. Essa é a verdade".

Jornais do Brasil também comentaram a sua morte. A Gazeta de Notícias relatou: "O que foi esta santa senhora, não precisamos repeti-lo. Sabe-o todo o Brasil que no golpe que feriu profundo o ex-imperador, lembrou-se de que era justa e universalmente proclamada a Mãe dos Brasileiros". O Jornal do Commercio escreveu: "Quarenta e seis anos viveu Dona Tereza Christina [sic] na pátria brasileira que sinceramente amava, e durante tão largo tempo nunca, em parte nenhuma deste vasto país, foi pronunciado o seu nome senão entre louvores e frases de reconhecimento", concluindo que: "Ao lado do esposo, que foi largo tempo chefe da Nação brasileira, sua influência não constou jamais que fizesse sentir senão para o bem". Saiba Mais

Essa figura doce, honesta, mãe extremada, admirada pelos mais radicais adversários é a patrona de Teresópolis, a Terê, para os íntimos. Não poderia existir melhor patrona para uma cidade que a nossa queridíssima e honrada Imperatriz. O nome "Teresópolis" encerra o mais puro sentimento de amor à pátria e ao povo brasileiro. Teresópolis não é só dos teresopolitanos, mas de todo brasileiro que ama a justiça. É a cidade cujo lema no seu brasão é Sub Digitum Dei (latim) ou "Sob o Dedo de Deus". Sou soteropolitano mas, por tudo isso eu posso dizer sim, Eu amo Terê!

José A B Sacramento

Esta foi e continuará sendo a "Mãe dos Brasileiros"

Imperatriz Teresa Cristina

1880s - Imperatriz Teresa Cristina do Brasil - Autor Gabriel Stein Barreto (foto colorizada, nos anos 1880) - Fonte Wikipédia

Poster vertical ‪
Dimensões 2.250 x 3.126‬ - Tamanho 870 KB

Screensaver para seu pc ou celular. A foto tem espaço para você personalizar com símbolos teresopolitanos ou outros de sua preferência. Dimensões ‪2.250 x 1.266‬ - Tamanho275 KB - Aos designers, mãos á obra! Eu colocaria "Eu Amo Terê", pois teria dois sentidos: a imperatriz e a cidade. Visite as nossas páginas de Teresópolis e conheça a cidade e a história da sua patrona!

2018 - Pórtico - Foto Denise Ricardo-MTur

2018 - Pórtico - Foto Denise Ricardo-MTur

1960s - Teresópolis - Foto Postal Colombo - Remix Planeta Memória

História

As origens da cidade datam da primeira metade do século XIX. Embora a primeira descrição oficial tenha sido feita em 1788, por Baltazar da Silva Lisboa - que em seu relato descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí - foi a partir de 1821 que a região começou a ser ocupada. Nessa época, o português de origem inglesa George March adquiriu uma grande gleba e transformou-a em fazenda modelo.

A fazenda ficava onde está, atualmente, o Bairro do Alto e era chamada de Santo Antônio do Paquequer ou, talvez, Sant´Ana do Paquequer. Assim, esse primeiro povoado se formou, ao longo do caminho que ligava a Corte à província das Gerais. Foi o início do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do veraneio da região.

O crescimento do pequeno núcleo se verificou no sentido norte-sul, época em que comerciantes vinham de Minas Gerais em direção ao Porto da Estrela, nos fundos da Baía de Guanabara, passando antes por terras de Petrópolis. Teresópolis era, então, um ponto estratégico de repouso. Só mais tarde é que o fluxo foi alterado para o sentido sul-norte, com a ferrovia que ligava a cidade ao Rio de Janeiro.

Lentamente, o povoado foi se desenvolvendo, passando à categoria de freguesia - Freguesia de Santo Antônio do Paquequer - em 1855. Somente em 06 de julho de 1891, através do decreto de nº 280, do então Governador Francisco Portela, a freguesia é alçada à condição de município, passando a denominar-se Teresópolis, devidamente desmembrada do município de Magé.

Fonte: IBGE

2018 - Panorama - Foto Denise Ricardo-MTur

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santo Antônio do Paquequer, pela Lei Provincial ou Decreto Provincial n.º 829, de 25-10-1855, no município de Magé.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio do Paquequer, pelo Decreto Estadual n.º 280, de 06-07-1891, desmembrado de Magé. Constituído do distrito sede.

Elevado à condição de cidade e sede municipal, pela Lei Estadual n.º 43, de 31-01-1893.

Pelos Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, o distrito de Santo Antônio de Paquequer passou a denominar-se Teresópolis. Sob os mesmos Decretos é criado o distrito de Santa Rita e anexado ao município de Teresópolis (ex-Santo Antônio de Paquequer).

Pelo Decreto n.º 517, de 17-12-1901, o município de Teresópolis adquiriu o distrito de Sebastiana do município de Nova Friburgo e anexado ao de Teresópolis.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Santa Rita, Sebastiana.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15-12-1938, o distrito de Santa Rita Passou a denominar-se Paquequer Pequeno.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Paquequer Pequeno (ex-Santa Rita) e Sebastiana.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o distrito de Sebastiana passou a denominar-se Nhunguaçu.

Em divisão territorial datada e I-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Nhungaçu (ex-Sebastiana) e Paquequer-Pequeno.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988.

Pela Lei Orgânica de Teresópolis, publicada de 05-04-1990, o distrito de Nhungaçu passou a denominar-se Vale de Bonsucesso e o de Paquequer Pequeno a denominar-se Vale do Paquequer.

Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído de 3 distritos: Teresópolis, Vale do Bonsucesso e Vale do Paquequer.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

2018 - Panorama - Foto Denise Ricardo-MTur

1950s - Paróquia de Santo Antônio de Paquequer em Teresópolis RJ

2019 - Paróquia Santo Antônio de Paquequer - Foto Esférica do Google Street View

1930s - Varzza Palace Hotel em Teresópolis RJ

2017 - Varzza Palace Hotel - Foto esférica do Street View do Google Maps

Cine Memória

Conheça Teresópolis | Meu Pedaço do Brasil - Este Meu Pedaço do Brasil faz uma parada em Teresópolis, cidade da região serrana fluminense considerada a capital do montanhismo no Brasil.

O programa visita o Parque Municipal Montanhas de Teresópolis e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, áreas muito procuradas pelos praticantes do esporte.

Das montanhas e dos mirantes da cidade, seguindo para um passeio pela área urbana, conheceremos as fontes Judith e Amélia, duas das mais de dez nascentes de água mineral que existem na cidade.

Teresópolis também é a casa da seleção brasileira de futebol e a Granja Comary faz parte do passeio.

Para conhecer mais sobre a história da cidade, o programa visita museus e construções históricas da cidade, como o Palacete Granado, construído por um imigrante português e que hoje é sede do SESC na cidade.

Você na Granja Comary, em Teresópolis

2018 - Granja Comari - Foto esférica de Gustavo M. Rios para o Google Maps
Campo onde treina a seleção brasileira

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Veja em Teresópolis

Cascata do Imbuí, Teresópolis, RJ

Você na Granja Comari, em Teresópolis RJ

Dedo de Deus, Teresópolis, RJ

Fonte Judith, Teresópolis, RJ

Hotel Higino, muita história pra contar - Teresópolis, RJ

Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Teresópolis RJ

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